Entenda como a pandemia afetou o terceiro setor!

Por Social Bank 18 ago 21

A pandemia do Coronavírus trouxe instabilidade e incerteza para todos os setores da economia — e, com o terceiro setor, não foi diferente. Instituições sem fins lucrativos dependem de doações de pessoas e empresas para funcionar, e, quando a economia é afetada, as organizações sociais também sentem os impactos negativos.

Isso porque, apesar de não ter fins lucrativos, empresas filantrópicas têm custos com infraestrutura, pagamento de colaboradores e outras despesas essenciais para seu funcionamento. Então, se antes da pandemia, já era um desafio manter uma instituição funcionando, no cenário atual é ainda mais complexo.

Neste post, vamos dar um panorama sobre os impactos da pandemia no terceiro setor. Acompanhe!

Como era a situação do terceiro setor antes da pandemia?

O terceiro setor desempenha um papel muito importante na sociedade brasileira. Por isso, a profissionalização de organizações passou a ser mensurada.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que realizou estudos sobre essas instituições, o terceiro setor tinha 820 mil entidades dotadas de CNPJ até 2019. Outra informação interessante é o número de pessoas que as organizações empregam: cerca de 3 milhões de funcionários antes da pandemia.

Já segundo um levantamento do IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), cerca de 70% dos brasileiros fizeram algum tipo de doação em dinheiro em 2018. O estudo ainda apontou que a média de valores de doação dos brasileiros foi de R$ 200. Porém, vale lembrar que, nesse período, a pandemia ainda não havia começado.

Como a crise econômica e política afeta o terceiro setor?

Apesar de o terceiro setor ter crescido bastante, ele ainda é pouco expressivo se compararmos com países de primeiro mundo, como Estados Unidos. No entanto, as organizações também são prejudicadas em cenários como o da pandemia.

Isso porque, além de empregar milhões de pessoas, o terceiro setor depende de doações para manter as organizações funcionando. Então, se a economia sofre um impacto negativo, consequentemente as doações vão diminuir e as organizações terão que reduzir custos, diminuir as doações e, até mesmo, demitir funcionários.

Esses fatores geram problemas sociais e econômicos. De um lado, temos a diminuição da ajuda a pessoas carentes que dependem de doações para viver; do outro, temos um número maior de desempregados. Então, as pessoas precisam de mais ajuda e os recursos ficam mais escassos.

Qual é o cenário do terceiro setor durante a pandemia?

Não há muitos estudos científicos sobre como as Organizações sem Fins Lucrativos estão lidando com a pandemia, mas este é um desafio para todas. Além dos protocolos de segurança que devem ser adotados para prestar assistência, ainda há desafios para manter os recursos e o pessoal trabalhando.

Um estudo realizado pela CAF America com 805 ONG’s constatou que 97% delas sentem a necessidade de inovar. A pesquisa coletou respostas de instituições de 152 países e 96,50% afirmaram que foram impactadas negativamente pela pandemia.

Por outro lado, o estudo comprova que, com mudanças e adaptações, as Organizações sem Fins Lucrativos tiveram uma recuperação. Isso porque criaram estratégias para arrecadação de fundos e se adaptaram ao meio digital, o que foi inevitável diante do cenário atual.

No Brasil, com a piora da pandemia em 2021, houve uma queda significativa nas doações, o que dificultou o trabalho de organizações sociais. O quadro se agravou por causa do isolamento social, que exigiu que as empresas fechassem as portas, além da redução do valor do auxílio emergencial oferecido pelo governo.

Quais são as expectativas do terceiro setor para o período pós-pandemia?

A vacina já chegou no Brasil e está sendo aplicada desde janeiro de 2021 em larga escala. Aos poucos, a rotina começa a voltar ao normal, mas ainda não sabemos quando e como será o período pós-pandemia.

De acordo com um estudo realizado pelo Datafolha para a fabricante de bebidas Ambev, as empresas do terceiro setor esperam enfrentar muitas dificuldades para se manter quando a pandemia acabar. O cenário é de incertezas já que os gastos das entidades, neste período, só aumentaram.

Para o pós-pandemia, as organizações sociais têm receio de terem dificuldades em encontrar apoiadores financeiros. As instituições mais apreensivas com relação a esse assunto são as do nordeste: mais de 50% dos gestores das empresas afirmaram que estão inseguros em relação ao apoio financeiro logo após as atividades voltarem ao normal.

Quais são as expectativas de melhora na economia no país?

O cenário é de insegurança para o terceiro setor e para todas as áreas da economia, pois a pandemia deixou um cenário preocupante para o cenário econômico mundial.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), o PIB teve uma queda de 4,3% em 2020. Esse número só não foi maior por causa do Auxílio Emergencial, que diminuiu o tombo.

No entanto, o fim dos auxílios e o aumento dos preços de produtos e serviços em 2021 cria um cenário de insegurança. Com a redução e o fim da ajuda do governo para as famílias de baixa renda, o crescimento vai depender do controle da pandemia e da eficácia da vacina.

O Ibre FGV trabalha com a possibilidade de o PIB crescer 3,6% em 2021, o que é um crescimento fraco se comparado com as perdas de 2020. De acordo com o estudo, todos os setores da economia fecharam o ano de 2020 no vermelho.

Esse fator afeta muito o terceiro setor, pois ele depende de uma economia estável para se manter. Com a economia se recuperando devagar, será um grande desafio para as instituições manterem o trabalho social de ajudar os mais vulneráveis.

Embora as previsões não sejam as melhores, a economia do país deve retomar aos poucos. Mas, até que isso aconteça, o cenário ainda é de incertezas.

O governo ainda não se pronunciou sobre uma possível ajuda para empresas do terceiro setor. Mas, com a vacinação ocorrendo, as empresas voltando a funcionar e mais postos de trabalho sendo criados, a longo prazo, a economia voltará a crescer.

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