Fique por dentro das principais tendências para o setor de seguros

Por Social Bank 30 jun 21

Depois de tanta incerteza sobre os rumos que a economia brasileira tomaria, com as repentinas mudanças provocadas pela pandemia, os desafios estão sendo superados com resiliência e trabalho duro. Nesse cenário adverso, o setor de seguros conseguiu alinhar as suas prioridades, otimizando seus produtos e serviços, com foco em suprir as necessidades de seus clientes.

Em 2021 o setor apresentou um crescimento surpreendente, indicando tendências promissoras para médio prazo, principalmente com o avanço da vacinação no país. Até lá, os profissionais do setor seguem em seus processos de melhoria contínua, aprimorando os procedimentos com o apoio da tecnologia e entregando valor real para os consumidores.

Neste post, vamos entender quais são as tendências para o setor de seguros, com base nos resultados obtidos no primeiro semestre deste ano e no que está por vir. Confra!

Por que é importante acompanhar as tendências para o setor?

Acompanhar as tendências para o setor é primordial para identificar as oportunidades que podem estar disfarçadas em meio à crise. Além disso, é uma maneira de embasar as tomadas de decisão, que precisam ser feitas com base em dados sólidos, não apenas em intuição. 

A identificação das tendências não serve apenas para saber o que está dando certo, mas também para tentar corrigir o que está dando errado, por meio de estratégias sólidas, inovação e reinvenção de processos.

Como o setor está respondendo à crise?

Surpreendentemente, o setor de seguros, em janeiro de 2021, de acordo com o CNSeg, registrou uma alta de 3,6% em relação a janeiro de 2020 — lembrando que no início do ano passado ainda não tínhamos um cenário epidêmico. 

Para se ter uma ideia, os prêmios emitidos chegaram a mais de 24 bilhões de reais no primeiro mês deste ano, superando em quase 1 bilhão o valor obtido no mesmo período no ano anterior.

Quais são os segmentos que mais crescem?

O CNSeg indica que a alta obtida no início de 2021 foi indicada pelo segmento de dados e responsabilidade, que excedeu o número de 2020 em 10,4%. Já a cobertura de pessoas obteve um aumento de 1,4%.

Se em termos percentuais o segmento de dados e responsabilidades puxou os índices, em termos absolutos o destaque foi para os planos de vida risco, que tiveram a arrecadação de 3,7 bilhões de reais em janeiro de 2021, com um crescimento de 5,3%. 

Os segmentos de seguro patrimonial tiveram um crescimento de 17,1%, faturando 1,4 bilhões de reais, enquanto o rural, com 442 bilhões em prêmios, teve um incremento de 22,5%. Os tradicionais ramos de transporte e habitacional, apresentaram faturamentos de 363 milhões e 404 bilhões de reais respectivamente, crescendo 17,7% e 11%.

Mas, como em todo momento de crise, nem tudo saiu dentro do esperado. Alguns setores apresentaram quedas significativas e estão se reinventando em 2021, para superarem essa tendência negativa de janeiro. Os casos mais emblemáticos são os segmentos crédito e garantias, que teve queda de 31,3%, o automotivo, que caiu 19,3% e as garantias estendidas, que perderam 15,7%.

Quais são as principais tendências para o setor nos próximos meses?

Os resultados obtidos no início deste ano, e que se mantiveram promissores no primeiro semestre, indicaram uma tendência de subida no setor, mas para que isso se confirme, algumas tendências precisam ser consolidadas. Neste tópico, vamos destacar algumas das principais. Acompanhe!

Crescimento da proteção contra ataques cibernéticos

Se já havia uma tendência das pessoas e empresas migrarem para as plataformas digitais, a pandemia foi responsável por acelerar boa parte desse processo. Com as pessoas trabalhando em regime home office, as escolas e faculdades em regime EAD, a circulação de dados sigilosos aumentou consideravelmente.

Além disso, com mais gente em casa, em isolamento social, vários outros processos rotineiros, como pedir comida, pagar contas e fazer transações bancárias migraram para o digital. Nesse cenário, a preocupação com a proteção dos dados cresceu exponencialmente.

Não à toa, em abril deste ano, os seguros de riscos cibernéticos registraram uma receita acumulada de 28,8 milhões de reais, em relação ao mesmo período do ano passado 2020, de acordo com a Susep. Esse resultado indica um crescimento de 172,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Dependência da vacinação em massa para a recuperação plena

Por mais que haja otimismo e os números indicam um crescimento em relação a 2020, a recuperação plena, com um mercado estável e irrestrito, só se dará 100% após o avanço consolidado da vacinação no país. 

Em alguns estados, como São Paulo, já há uma previsão para a finalização da vacinação da população adulta, o que já dá aos gestores uma métrica para avaliar margens de crescimento após esse período. Em outras regiões, esse otimismo ainda não é tão grande.

Necessidade de incorporar mais gente ao mercado segurador

De acordo com o Sincor-SP, um dos entraves para o crescimento consolidado do mercado de seguros no Brasil é a dificuldade de incorporar mais gente. O setor de seguro não consegue chegar nem à metade da população, pois, atinge apenas 30% dos brasileiros, já que 70% da população ganha menos de 2 salários mínimos.

Nesse cenário, é de suma importância que haja um marco regulatório capaz de expandir o mercado por meio dos microsseguros ou seguros inclusivos, para que as pessoas de menor renda consigam se beneficiar das vantagens de ter uma proteção.

Implementação de legislações mais modernas

Não dá para, em pleno 2021,com todas as evoluções tecnológicas que temos, que o setor de seguros ainda tenha como base, regulamentações de tempos analógicos. Os avanços regulatórios são bem-vindos e irão permitir um melhor desempenho do setor nos próximos anos.

Um destaque positivo fica por conta da regulação do Sandbox, que permitirá o alcance de novos níveis de tecnologia e criação de novos nichos de negócios. Essa novidade permitirá a entrada em massa das insurtechs, com seus novos modelos de seguros, 100% digitais, vendidos online, que, além de oferecer mais flexibilização nas formas de contratação, tornarão menos burocráticas as transações financeiras.

Como vimos, mesmo com a crise, o setor de seguros conseguiu bons resultados em 2021, em relação a 2020. Cabe aos bons gestores ficarem de olhos nessas tendências, para mapear as oportunidades. 

Não podemos esquecer que, o crescimento do setor depende bastante da dedicação dos profissionais e isso deve ser incentivado pelas empresas. A criação de benefícios incentivadores para elevar as vendas, como os vales presentes de acordo com alcance de metas, e as bonificações para os melhores talentos, podem ser o estopim para o setor sair de vez da crise.

Gostou do post? Quer saber como a sua seguradora pode espantar a crise aproveitando as oportunidades que as novas tendências indicam? Entre em contato conosco e descubra como.

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