Como calcular o custo de um funcionário? Confira algumas dicas!

Por Social Bank 25 ago 21

Calcular custo de funcionário é uma tarefa que requer conhecimento em processos gerenciais envolvendo pessoas em sua completude. Afinal, este é o momento de pensar estrategicamente no valor de cada funcionário, não apenas como um componente de uma equipe X ou do setor Y, mas em toda sua trajetória enquanto profissional que soma, que exerce seu papel na sociedade e que faz parte de uma organização que avança em prol da economia.

Isso diz respeito à relação reconhecimento versus crescimento. É impossível crescer enquanto empreendimento sem a devida e estratégica valorização profissional. O impacto disso afeta várias instâncias da saúde da empresa, por exemplo, a saúde financeira.

Neste artigo, vamos ensinar para você quais são esses custos, como realizar o cálculo da maneira correta e uma surpresa ao final para otimizar esse processo em sua rotina de trabalho. Vamos lá?

Quais são os custos de um funcionário?

A Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a Confederação das Indústrias, realizou uma pesquisa que constatou: um funcionário pode custar até 183% do salário bruto para a empresa. Você sabe o que isso quer dizer?

O salário, propriamente dito, é igual a 32% do custo funcionário. A outra parte diz respeito às obrigações sociais, como FGTS, INSS e encargos trabalhistas, por exemplo: vale-transporte, 13º, vale-refeição, plano de saúde, plano odontológico, auxílio-creche, entre outros.

Quais os regimes tributários e tipos de contratação?

Para realizar um cálculo de custo funcionário eficaz, você precisa entender sobre todas as taxas e valores que devem ser pagos de acordo com o regime tributário da empresa e tipo de contratação.

Simples Nacional e Lucro Presumido

No modelo do Simples Nacional, as alíquotas são mais brandas e a empresa está isenta de pagar encargos referentes ao INSS patronal, seguro acidente de trabalho (SAT), salário educação e contribuições ao SENAI, SESI e SEBRAE.

Na prática, imagine um colaborador que receba R$ 1.000,00. Você vai somar a esse valor:

  • férias – R$ 1.000,00 (anual);
  • 8% de FGTS por mês – R$ 80,00;
  • 1/3 sobre férias – R$ 333,33 (anual);
  • 8% de FGTS do valor anual – R$ 186,67;
  • 13º salário – R$ 1.000,00 (anual);
  • vale-transporte – ex: R$ 132,00;
  • vale-alimentação – ex: R$220,00;
  • provisão mensal – R$210,00;

A soma é: R$ 1.642,00 – 8% de INSS e 6% de vale-transporte, totalizando R$1.502,00.

Lucro Presumido

Nesse regime, além dos encargos do Simples Nacional, são adicionadas as seguintes taxas:

  • 1% a 3% do seguro acidente de trabalho;
  • 2,5% do salário educação;
  • 25% de INSS (contribuição patronal);
  • 20% de descanso semanal remunerado;
  • 3,3% do sistema S (SENAI, SEBRAE etc.);
  • 8,3% do 13º salário;
  • 11,11% de férias, levando em consideração um salário por ano somado a 1/3 de abono.

Nesse exemplo, o custo médio chega a R$ 1.700,00 por funcionário.

CLT

O modelo de CLT gera mais custos para a empresa, pois é preciso arcar com diversas taxas além do salário. Por outro lado, o modelo oferece o benefício da retenção de talentos, já que os benefícios significam reconhecimento e valorização profissional.

PJ

No formato de contratação PJ, a empresa pode repassar os encargos diretamente para o funcionário que, por sua vez, pode ganhar mais e ter horários flexíveis. No entanto, o colaborador não tem direito aos benefícios sociais ( 13º e férias) e não recebe seguro-desemprego. Deve seguir ao contrato de prestação de serviços.

Todo custo merece ser considerado, mas você pode exercitar sua visão estratégica para identificar aqueles não são essenciais. Por exemplo, os ligados à manutenção profissional, os quais existe a possibilidade de reduzir ou eliminar.

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