A Desenvolvedora Front-End do Social Bank, Amanda Caetano, de 23 anos, compartilha um pouco sobre sua trajetória até chegar à área de TI e as peculiaridades ao longo do caminho.

Quer saber um pouco mais sobre essa história? Vamos lá! 

“Sempre achei que meu interesse surgiu aos 14, quando minha mãe insistiu que eu precisava fazer um curso técnico, em qualquer área, mas que tivesse longa duração. Eu, que já tinha visto minha irmã mais velha passar pelo mesmo há uns anos, já estava com a resposta pronta nesse momento: ‘quero o curso de informática!’, contou Amanda.

Ela continua dizendo:

“O curso na verdade se chamava Geração Digital, e foi o que minha cabeça infantil quis conhecer, entre os que eu reconhecia da lista. 

Fiz o curso, de 18 meses. Aprendi muitas coisas, desde manipulação de imagens até formatação. Percebi que gostava mesmo de estar no computador, além dos jogos 2D que jogava no desktop branco que tinha em casa.

A época de faculdade

“Depois da conclusão do curso, veio o ensino médio e a escolha da faculdade. Cogitei de tudo um pouco: música, direito, relações internacionais, engenharia mecânica e arquitetura. Estudava em escola pública, mas tive também o privilégio de fazer cursinho preparatório em uma escola privada. No 2º ano do ensino médio, ouvi as noticias sobre uma aluna exemplo da escola que tinha participado de uma maratona de programação na UFU, no curso de Ciências da Computação, e conseguido uma boa qualificação. Foi quando pesquisei mais sobre o curso, o mercado de trabalho e sua importância. Logo de cara, me identifiquei muito e fiz minha escolha.

Quando contei aos meus pais, meu pai riu e disse que faria total sentido, e me contou várias histórias do passado, de quando eu era criança e ele desistiu de comprar eletrônicos porque eu abria todos para tentar descobrir como funcionava, como fiz com calculadoras, videogames e até tentei fazer com o tal desktop branco, mas esse ele conseguiu salvar a tempo.

Depois de algumas tentativas, consegui ingressar na faculdade em 2014. A graduação foi um tempo de dificuldade, e se estendeu por 5 anos marcados pela complexidade do curso, a desistência dos amigos e a ansiedade de ingressar no mercado de trabalho o quanto antes. Pensei em desistir mais vezes do que consigo lembrar, mas sempre me motivei pela paixão que, ao longo do curso, descobri ter pela computação. 

Conclui a graduação em 2019, quando também descobri uma paixão pelo UX e alguns meses depois meu caminho encontrou o do Social Bank. Hoje, atuar como profissional da área de TI é uma das coisas que mais me orgulho e me sinto feliz em fazer.”

O que você acha que impede mais mulheres de também atuarem nessa área? 

“Primeiramente, acho que é válido olhar para os momentos de escolha de carreira, antes de olhar para o mercado de trabalho. Acho que infelizmente há uma barreira sociocultural, que vem da ideia errônea de que carreiras da área de exatas não são ideais para mulheres. Acredito que essa ideia gere muita desinformação e desincentivo para mulheres que poderiam ser excelentes profissionais da área, pois há casos, como o meu, de que a opção de uma carreira na área de TI nem sequer me foi apresentada por canais oficiais, como a escola em que estudava ou o cursinho preparatório.

Além disso, quando carreiras similares eram apresentadas, como engenharia ou ciências exatas, vinham carregadas de estigmas de que aquilo não era sugerido pra mulheres, como comentários do tipo ‘é muito difícil’, ‘é uma área que só tem homens’, ‘homens têm mais facilidade com isso’ ou ‘acho que você se daria melhor em humanas’.

As mulheres que insistem além de todas essas coisas e conseguem entrar no meio acadêmico ou no mercado de trabalho enfrentam ainda outros obstáculos. Não é fácil estar em uma sala de aula, reunião, projeto ou fazer parte de qualquer grupo onde muitas vezes todas as outras pessoas são homens. Como também é muito difícil lidar com a falta de credibilidade e confiança. E, claro, nem sempre é sequer seguro para uma mulher estar em um ambiente onde a maioria das outras pessoas ali são homens. 

Penso que, todas essas coisas, e com certeza poderia citar mais algumas, se tornam grandes obstáculos para mulheres em TI, não só para ingressar no meio, mas também para permanecer. O caminho para mudar isso vem de informação e incentivo no momento de escolhas, como também de prover ambientes seguros e saudáveis para mulheres já inseridas.”

Preparamos também um artigo sobre como uma mulher pode se destacar na área de TI em 5 passos, clique aqui para lê-lo

O conselho que ela gostaria de ter recebido

“É necessário gostar muito do que faz, ser resiliente, forte e dedicada. A tecnologia é uma área que te testa todos os dias, e para mulheres e outras minorias, o teste vai para além do conhecimento e passa para a paciência e sabedoria para lidar com outras pessoas. Muitas vezes você vai querer desistir, mudar de área, ir para lugares mais acolhedores e ter uma vivência mais fácil. E por mais que nada valha seu bem-estar e sua saúde, se estiver conseguindo cultivar essas duas coisas, tenha coragem, tenha fé e leve um dia de cada vez.

Estude e se dedique para poder escolher em qual empresa trabalhar, e assim poder fazer parte de uma que te valorize, te escute e que te proporcione um lugar seguro, pois essas empresas, apesar de poucas, existem. E quanto mais mulheres corajosas e persistentes entrarem nessa área, mais empresas assim existirão. Lembre-se sempre que nada é em vão, que seu esforço é válido e gerará frutos não só para você, mas para as futuras mulheres e meninas dessa área também.”

Agradecemos a Amanda por compartilhar conosco um pouco da sua história e trajetória profissional. Nos orgulhamos muito das nossas profissionais e de todos os colaboradores Social Bank. Aqui nós respeitamos as individualidades e características pessoais, todas as pessoas são bem-vindas.

Inclusive, temos vagas abertas na área de TI e você pode saber um pouco mais sobre isso seguindo a gente nas redes sociais:

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