As empresas detêm um poder gigantesco na resolução de situações da sociedade. Isso inclui uma oportunidade de atuação na campanha Setembro Amarelo, mês escolhido para conscientizar sobre o combate ao suicídio, assim, beneficiando todos os stakeholders, ou seja, acionistas, colaboradores, clientes e fornecedores.

Afinal, você deve conhecer alguém, que conhece alguém que já tentou ou cometeu suicídio. Isso porque, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 800 mil pessoas cometem suicídio por ano – no mundo todo – e cerca de 13 mil são registrados no Brasil, de acordo com os dados divulgados em 2019. E todos somos corresponsáveis por isso.

Possíveis causas do suicídio

Bom, primeiramente, é importante dizer que a campanha Setembro Amarelo foi criada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e visa difundir, durante todo o mês – e, quem sabe, por todo o ano -, informações sobre prevenção ao suicídio.

Dito isso, vamos às principais causas. É isso mesmo: existem causas que levam ao suicídio. Entre elas, as mais comuns estão ligadas a transtornos mentais, como depressão, bipolaridade e uso excessivo de substâncias nocivas.

E cada um desses sintomas pode ser motivado por outros fatores externos e internos. Ou seja, são situações realmente complexas de serem lidadas, mas que com prevenção, as chances de redução são altas.

Antes de seguirmos, cabe um alerta: ao menor sinal de angústia, medo, frustração, tristeza, desapontamento, procure ajuda médica. Você não precisa passar pelos seus problemas sozinho(a). Bom, vamos seguir agora.

Tá, mas o que as empresas têm a ver com Setembro Amarelo?

Assim como dito anteriormente, todos nós, enquanto sistema, temos uma parcela de responsabilidade por causas sociais, mas as empresas, em específico, representam uma grande fonte de poder econômico, social e ambiental, e, por isso, dizemos além da esfera pública.

Veja bem, você já parou pra pensar quanto tempo passa trabalhando? Se você desempenha um cargo em empresa privada, possivelmente trabalha oito ou nove horas por dia. Às vezes até mais, certo? E por seguirmos políticas e regimentos internos, somos guiados por determinações e culturas empresariais.

Isso significa que, a partir do momento que empresas e instituições se mobilizam por causas, independentemente do segmento, todo um grupo de stakeholders também participa e é impactado pela mudança. Ou seja, as empresas deveriam promover com mais frequência ações pela comunidade, retribuindo os benefícios arrecadados, com responsabilidade pelo meio que estão inseridas.

Como fazemos por aqui

Desde o princípio, o Social Bank nasceu com o propósito de “ressignificar valores da sociedade”, buscando possibilitar relações financeiras mais justas, com mais consciência econômica e social. Enfim, tudo isso em prol da sustentabilidade financeira.

Defendemos que pessoas acreditam em pessoas, guiados pela transparência e igualdade. Nossos valores refletem diretamente na nossa cultura interna e, por isso, investimos em momentos de conversas e espaços pela conscientização das atitudes, entendendo nossa responsabilidade e individualidade com influência para a comunidade.

Realizamos ações voltadas para consciência de temas do cotidiano, como saúde mental, autocuidado, liderança, entre outros. Assim, reforçamos nossos valores: humano, consciência, atitude e colaboração. “Nos preocupamos em promover rodas de conversas e palestras sobre temas importantes, com objetivo de disseminar conhecimento e gerar trocas de experiências entre colaboradores sobre assuntos variados”, afirma a gerente de Recursos Humanos, Fabiana Dias.

“Especialmente neste mês, Setembro Amarelo, a proposta é promover conversas sobre a prevenção do suicídio: tempo de conscientização sobre esse problema de saúde pública, mental e emocional, que ainda envolve tabus, preconceitos e principalmente falta de orientação”, diz Fabiana.

Grupos desamparados

Enfim, se o índice apontado de suicídios já é alarmante, ele fica ainda pior quando nos aproximamos da realidade. Primeiramente porque há um grupo de risco dentro do assunto suicídio, que são as ditas “minorias sociais”, como indígenas, comunidade LGBT, refugiados, negros, mulheres, entre outros.

Em seguida, percebemos que existe esse recorte justamente porque são populações pouco assistidas por todo o sistema. Ou seja, essas pessoas possuem pouco acesso a serviços básicos, assistenciais e, como sabemos, necessários para vivermos em sociedade.

A princípio, o Social Bank não fornece apoio psicológico para os clientes, mas temos como propósito promover o acesso a serviços financeiros com qualidade e pouca burocracia, como forma de auxílio para quem tanto precisa. E isso não acontece só no Setembro Amarelo, mas o ano todo. Assim, temos um projeto de apoio a refugiados, indígenas e nos unimos a ONGs e instituições de apoio por meio da Missão Social.

“Dentro de nossa base de usuários, cerca de 28% se encontra de alguma forma dentro de grupos minoritários. Nós, enquanto instituição, entendemos o quanto o acesso a serviços financeiros e conhecimentos sobre como controlar finanças são importantes para garantir uma estabilidade e segurança na vida dessas pessoas”, conta a responsável por essa frente em Relações Institucionais do Social Bank, Mariana Assis.

Precisa de ajuda?

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma associação civil sem fins lucrativos que presta serviços gratuitos de apoio emocional e prevenção do suicídio por meio de canais de atendimento, como chat, e-mail e o ramal 188. Eles têm voluntários capacitados para realizar atendimento 24 horas por dia. Portanto, caso você conheça alguém que precise de apoio emocional, indique ou faça contato com o CVV.

“O modelo de atendimento do CVV, sigiloso, acolhedor, respeitoso e empático permite que todas as pessoas nos procurem para falar de seus sentimentos e experiências mais íntimos. Nesse contexto, muitas pessoas das chamadas minorias sociais, como LGBTs, negros ou refugiados e outras parcelas da população em condições de vulnerabilidade podem encontrar nas conversas com os voluntários do CVV um momento sincero, profundo e de total aceitação e pertencimento”, afirma a voluntária e porta-voz do CVV, Adriana Rizzo.

“Quero implantar o Setembro Amarelo na minha empresa, o que fazer?”

Primeiramente é interessante definir um setor responsável pelo engajamento interno e propagação de cultura institucional, o que é normalmente guiado pelo Desenvolvimento Organizacional, RH ou Comunicação Interna.

Muitas datas e meses podem guiar ações para essas equipes, preparamos este artigo sobre o Janeiro Branco que pode ser do seu interesse. Veja clicando aqui.

Feito isso, programe-se! Defina, pelo menos, no mês anterior, quais serão o foco e objetivos da campanha do Setembro Amarelo. Assim, fica mais fácil preparar tudo com um prazo tranquilo. Listamos quatro dicas que podem te ajudar nessa ação:

1. Cartilha para download do tema

Primeiramente, no próprio site da campanha Setembro Amarelo, você encontra alguns materiais disponíveis para download, mas caso você queira fazer a sua própria cartilha, fique à vontade! Logo, aproveite materiais com informações oficiais e personalize-o, adequando para o tom de voz da sua empresa.

Da mesma forma, a cartilha pode ser disponibilizada por meio de e-mail marketing interno, para os colaboradores realizarem o download. Por lá, eles podem entender mais sobre os sintomas e reconhecer caso um colega esteja apresentando atitudes suspeitas. Lembre-se: informar é também prevenir.

2. Rodas de conversa

Assim, seguindo essa ideia do poder da informação, proporcione momentos de trocas entre seus colaboradores. Isso pode acontecer, por exemplo, por meio de uma palestra ou rodas de conversa.

Assim, convide profissionais para falarem sobre sintomas, causas e soluções. Incentive que os colaboradores conversem entre si sobre sentimentos e expectativas. Afinal, os momentos de conversa são fundamentais para estreitar laços, permitindo possíveis intervenções de ajuda ou simples conselhos amigáveis.

3. Caminhada pela conscientização

Também é possível fazer do Setembro Amarelo uma ação ainda maior. Por exemplo, convide seus colaboradores, clientes, fornecedores e demais públicos que tenham contato com sua marca para uma caminhada no parque em prol da conscientização e prevenção ao suicídio. Logo, vocês podem vestir camisetas amarelas, reforçarem o posicionamento sobre o tema e mostrarem como o exercício físico é importante para a saúde do corpo e da mente.

Lembramos que em tempos de pandemia, como estamos enfrentando com a Covid-19, a recomendação é realizar eventos externos somente se forem necessários e com toda a segurança exigida pela OMS: com máscaras de proteção, álcool em gel, distanciamento de dois metros entre as pessoas, entre outros cuidados fundamentais para a saúde da população.

4. Forme grupos de amparo

Formar grupos misturando áreas, para além do que é desempenhado no dia a dia do trabalho operacional e estratégico, pode ser de grande valia. Assim, experimente formar grupos de amparo com seus colaboradores, veja com quais temas eles têm mais identificação e deixe que contribuam com as próprias soft skills.

Do mesmo modo, os grupos podem surgir de acordo com a necessidade, por exemplo, grupo de amparo a mulheres que sofrem violências, grupo de amparo a LGBT, grupo de apoio à saúde mental… Enfim, infinitas possibilidades.

Além disso, vale investir em treinamentos para escuta ativa, empatia, comunicação não violenta, enfim, capacitações para que consigam acolher, amparar e identificar colaboradores que precisam de ajuda.

“Prevenção do suicídio não é tarefa exclusiva dos profissionais de saúde, governo, escolas ou empresas. Está na mão de todos nós e depende dessa rede de proteção para que seja efetiva. Quando as empresas utilizam seus potenciais para fortalecer uma causa, ela muda de patamar e impacta mais e melhor as pessoas. Isso sem considerar os possíveis resultados internos, com os colaboradores se sentindo mais compreendidos e acolhidos”, conclui a porta-voz do CVV.

E, por fim, deixamos para você, leitor(a), a seguinte reflexão: “Com o devido perdão a Hegel, Marx e Lenin, a unidade básica da sociedade moderna não é nem o Estado, nem a comuna, nem o partido; é a empresa.” (Micklethwait, John & Wooldridge, Adrian).

Dessa forma, reforçamos que, caso você esteja precisando de ajuda, ou conhece alguém que esteja, procure imediatamente o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188. As ligações são gratuitas e os voluntários são totalmente preparados para ajudarem, com empatia, no que for necessário.

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