Agosto Lilás é o mês destinado ao fim da violência contra a mulher. Proponha palestras e atividades e posicione sua marca no mercado com conscientização.

Em 2019 houve, pelo menos, 563.000 novos casos de violência doméstica em todo o Brasil. Esse foi o compilado de novos processos de violência contra mulher registrados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). E aí, aparentemente, o que já era ruim, piorou…

Pandemia de Covid-19

O isolamento social e a consequente convivência contínua com parceiros abusivos geraram um aumento de casos de violência doméstica durante a pandemia de Covid-19.

Do mesmo modo, as denúncias de violência feitas ao 180, central de atendimento às mulheres vítimas de agressão, cresceram 34% entre março e abril de 2020 – ápice da quarentena em cidades e estados brasileiros -, comparando com 2019, segundo levantamento do Ministério da Mulher, da Famílias e dos Direitos Humanos.

Desde já, é importante ressaltar que há uma subnotificação dessas ocorrências. Isso significa que, mesmo com a alta de registros de casos, ainda existem vitimas que não procuram formalizar os abusos.

Violência institucional

A princípio, muito da omissão se dá pela quarentena. Primeiramente, por cumprir as orientações da OMS de não sair de casa e, além disso, pelo medo de não conseguir medida protetiva e ainda precisar ficar com o parceiro, mesmo depois de denunciá-lo. Enfim, complicado, né?

Além disso, é preciso apontar o receio da denúncia pela constante violência institucional que as vitimas podem ser submetidas. “Violência institucional contra a mulher são práticas reproduzidas pelas instituições públicas ou privadas através de seus agentes, por meio de atitudes machistas e preconceituosas, que acabam por favorecer e perpetuar a violência contra as mulheres e inibir a busca por ajuda”, explica a Defensora Pública do Estado de Minas Gerais, Barbara Bissochi.

“Já é muito difícil para a mulher denunciar seu agressor, por medo, por vergonha, por receio de prejudicar seu companheiro e, muitas vezes, o pai de seus filhos. Então, devem ser acolhidas e receber atendimento humanizado para que tenham coragem de quebrar o ciclo da violência”, completa Barbara.

Tipos de violência contra a mulher

Em suma, além da institucional, há outros tipos de violência contra a mulher. Destacamos aqui: violência psicológica, masculinidade tóxica e violência moral, bem como, a violência física.

Esses assuntos serão abordados entre as palestras propostas pela empresa de serviços financeiros 100% digital Social Bank, durante esse mês de agosto, na campanha “Liberte-se, seja você”.

Ei, caso você acesse esse artigo no futuro, dê uma olhada no nosso canal do Youtube porque os vídeos podem estar por lá. Ou até mesmo, aproveite outros artigos aqui do blog que também falam sobre diferentes tipos de conscientização, como esse aqui do Janeiro Branco.

O Social Bank defende as relações humanas e é totalmente intolerante a qualquer tipo de violência. Em razão disso, em 2019, junto ao Instituto Avon e outras empresas, formamos a Coalizão Empresarial pelo Fim da Violência Contra Mulheres. Dessa forma, nosso compromisso é realizar ações pela comunidade com o objetivo de mitigar o problema.

Agosto Lilás e a responsabilidade corporativa

Enfim, depois de contextualizar você sobre dados e situações de violência contra mulheres e violência doméstica, vamos falar sobre a responsabilidade do seu negócio nisso tudo.

A princípio, você pode pensar “ah, aqui na empresa nós respeitamos as mulheres”, muito bem, isso é o mínimo a ser feito. Afinal, a verdade é que você pode fazer muito mais pela comunidade que seu negócio está inserido e, ainda assim, reforçar sua marca pela consciência social.

Dessa forma, para te guiar nessa mudança cultural, elencamos cinco passos fáceis e fundamentais para serem aplicados logo – mesmo que não seja durante o Agosto Lilás, ok?

1. Compartilhe conhecimento no Agosto Lilás

A saber, compartilhar experiências e atitudes é a forma mais fácil de levar conhecimento a quem precisa. Todavia, nem sempre é fácil reconhecer, por exemplo, quando é você quem está em um relacionamento abusivo e precisa de ajuda. Portanto, proporcione o momento de conversa.

Assim, convide fontes oficiais para conversar com os colaboradores. Bem como, compartilhe e-mail marketing com conteúdos instrutivos, proporcione capacitações sociais e promova uma cultura interna de respeito, conhecimento e integração.

2. Forme grupos internos de amparo

Mobilizar e envolver os(as) colaboradores(as) pela causa é fundamental para engajar e alcançar bons resultados. Uma ideia legal sobre isso é formar grupos de amparo. Assim, dentro da sua empresa, terão pessoas capacitadas para ouvir, saber identificar problemas e ter confiança sobre como agir e amparar.

Para isso, invista em treinamentos, comunicação interna e apoie, verdadeiramente, a causa. É importante ressaltar que ao defender o fim da violência contra mulher, você necessariamente aumenta o engajamento dos funcionários. É isso mesmo. Quer saber como?

Por exemplo, se você tem uma colaboradora com problemas em casa, ela pode não apresentar bons resultados. Mas, ao mitigar o problema, ela pode muito bem voltar a fazer as entregas positivas. Enfim, fique de olho no bem-estar dos seus colaboradores, são eles que fazem o seu negócio acontecer.

3. Formalize uma política de intolerância à violência

Assim como Código de Ética ou Manual de Boa Conduta, que tal formalizar uma Política de Intolerância à Violência? Dessa forma, o arquivo pode ser disponibilizado em uma plataforma digital e de fácil acesso aos colaboradores.

Logo, ao menor sinal de violência, fica fácil consultar o passo a passo para denunciar, qual setor procurar ou, até mesmo, como justificar uma não permanência de um colaborador que não age de acordo com as políticas da empresa.

4. Una-se a marcas que compartilham o mesmo propósito

De antemão, formar uma rede de empresas que compartilham os mesmos propósitos te possibilita um universo de opções. Por exemplo, seus fornecedores podem ser escolhidos por critérios de padrões pré-estabelecidos, ou seja, entre dois fornecedores, você pode escolher aquele que realiza ações sociais ou que se preocupa com o meio ambiente.

Dessa forma, outras empresas também podem comprar seu produto ou adquirir seus serviços com base nessa estratégia. Afinal, um pelo outro, e todos pela comunidade! O que acha?

“Identificar marcas que atuem com o mesmo propósito que os da sua organização é essencial para o sucesso da estratégia de atuação. Quando há sinergia entre propósito e valores, a cooperação e colaboração são mútuas. À medida que essa relação se fortalece, constrói-se uma rede engajada para progredir no combate à violência de gênero no ambiente corporativo”, afirma a responsável por Relações Institucionais do Social Bank, Larissa Salustiano.

5. Posicionamento de marca não é só no Agosto Lilás

Frequentemente, use as redes sociais, site ou blog para divulgar ações sociais internas e externas da empresa. Essa é uma atitude que compartilha com usuários o posicionamento da sua marca. Assim, outras pessoas saberão o que você tem feito pela comunidade e poderão ter admiração pelo seu negócio. Lembre-se da relevância da causa, não fique preso a realizar ações sociais só no Agosto Lilás ou em outras datas simbólicas, ok?

É importante ressaltar que ir contra qualquer tipo de violência não só melhora o desempenho dos seus colaboradores, mas traz destaque para o seu negócio em um mercado competitivo. Isso porque, cada vez mais, os consumidores têm dado preferência para empresas que demonstram consciência, sejam sociais ou sustentáveis. Enfim, vê como priorizar isso acaba sendo um investimento?

“As empresas devem ter consciência destas consequências negativas para toda a sociedade e desenvolver políticas institucionais afirmativas, treinar profissionais que sejam capazes de acolher e orientar uma vítima. Além disso, uma postura inequívoca de repúdio ao agressor. Estas são práticas simples e extremamente significativas para mudar os índices alarmantes de violência e desigualdade de gênero que se perpetuam em nosso país”, diz a Defensora Pública de MG.

Para finalizar, se você chegou até aqui e sofre violência doméstica ou conhece alguém que esteja passando por isso, não hesite em denunciar. Ligue para o número 180, que é a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência. O ramal funciona em todo o Brasil, 24 horas por dia, todos os dias da semana. Além disso, você pode procurar a delegacia da mulher da sua cidade ou a Polícia Militar pelo 190.

Conheça mais sobre o Social Bank em:
Site Facebook | Instagram | Youtube LinkedIn