A pandemia do COVID-19 está causando profundas mudanças em diferentes áreas — incluindo uma transformação no uso de dados nas empresas. Diante desse cenário, o Business Intelligence se mostra um poderoso aliado para os novos tempos.

E contar com as informações certas nas mãos das pessoas certas não serve apenas para auxiliar na busca por oportunidades, mas também para identificar possíveis riscos.

Convidamos os especialistas em inteligência de dados do Social Bank para dividir suas experiências profissionais, aplicações e visões de futuro.

Mas afinal, o que é Business Intelligence?

Business Intelligence (BI) é a análise de dados para garantir uma tomada de decisão mais assertiva e segura para as empresas.

Resumidamente, essa metodologia envolve quatro passos, são eles:

Reunir todos os dados produzidos por uma organização, classificar informações massivas, muitas vezes não estruturadas, analisar os resultados e interpretar os resultados.

E como este trabalho é feito? A partir de um banco de dados. Essa ferramenta de apoio serve para estruturar e facilitar a leitura e identificação de uma boa previsão. 

Como você viu, são muitos os processos de uma análise e contar com a inteligência de dados tornam os resultados muito mais confiáveis.

A importância do BI em tempos de crise

Há algum tempo, dados são a maior fonte de riqueza da era moderna, sejam eles provenientes de grandes empresas, dados abertos de governos, crises domésticas ou internacionais.

De forma geral, em um modelo verticalizado de negócios, os dados nos permitem conhecer melhor nossos clientes, nossos produtos e até antever o início de uma crise.

Ou seja: empresas que usam dados são capazes de decidir mais rápido medidas para preservar suas operações e garantir a sustentabilidade dos negócios. 

Na crise do coronavírus, empresas como Magazine Luiza, Nestlé e iFood conseguiram traçar cenários e, rapidamente, se mobilizaram para essa travessia.

Outro exemplo do que estamos falando são as startups, modelo de negócio que nasce de uma cultura organizacional ágil e de transformar dados em insights e execuções inteligentes. 

Principais aplicações da inteligência de dados

Para compreender mais acerca do assunto, reunimos as melhores lições que você pode tirar deste modelo contando com o Business Intelligence para ser adaptável às mudanças do mercado.

Conheça as principais aplicações do BI segundo nosso coordenador de inteligência de dados Brenner Monteiro:

  • Identificar as métricas chave de negócio para acompanhar e prever comportamentos

Métricas de negócios, também chamadas de KPIs (Key Performance Indicators), mostram como os objetivos da empresa estão evoluindo.

Rastrear métricas irrelevantes podem nos distrair do que realmente importa.

Como exemplo podemos citar: receitas de vendas, margem de faturamento líquido e bruto e, no caso do Social Bank, quantidade de Cash Ins(entrada de dinheiro) e Cash Outs (saída de dinheiro).

  • Rodar experimentos para testar melhorias em produtos

Para determinar se as mudanças nos seus produtos foram benéficas, você precisa ser capaz de medir os resultados.

Quando o Instagram foi implementar os stories, foram recolhidos milhões de dados antes do recurso ser liberado a todos os usuários.

Sem os dados recolhidos, o Instagram não saberia se a mudança seria bem aceita entre os usuários ou se o fenômeno da feature era exclusiva do Snapchat

  • Construir produtos baseados em dados que permitam melhorias futuras

Para fazer algo como um sistema de recomendações, a empresa precisa saber com quais itens os usuários parecidos (os look a like) estão interagindo.

A partir desse viés, comprar do restaurante pequeno, perto da sua casa, não é bom somente como algo altruísta. 

O recurso que o entregador de delivery economiza com combustível pode ser revertido para uma promoção para quem está mais próximo ao estabelecimento e por aí vai. 

Entender os dados é, sobretudo, uma necessidade.

O tempo em que o dono de um negócio só se preocupava em fazer o produto acontecer “na marra”, acabou.

A necessidade de rastrear, identificar e atingir seu público-alvo passa, diretamente, na fase de usar as informações de uma maneira inteligente. 

E, claro, seguimos buscando maneiras de aplicar a inteligência de dados para entender melhor riscos e oportunidades no nosso negócio.

O nosso diretor de inteligência de mercado José Roberto Spina fala sobre o conjunto de atitudes, valores e práticas que movimentam os nossos times.

Muito se fala em “fórmula mágica”, mas o curioso é que essa fórmula foi compartilhada, em 1865, pelo autor Richard Millar Devens no livro Cyclopaedia of Commercial and Business Anecdotes.

Nele o autor aponta como o bancário Sir Henry Firnese se tornou bem-sucedido utilizando-se de informações sobre o “ambiente em que ele atuava”.

O que isso significa? Temos conhecimento do que precisamos fazer há mais de 155 anos e ainda “somos” teimosos em não querer compreender, genuinamente, o tal famoso ambiente em que vivemos.

Então o que precisamos é agir rápido. Basicamente conhecer os dados cruciais que podem parecer bobos.

Mas que não se aplicam no dia a dia porque “achamos” que podemos fazer tudo, apenas, com o que pensamos conhecer do mercado.

Partindo desse princípio, dados transformados em informações inteligentes estão, cada vez mais, preciosos e escassos. 

É fundamental conhecer quem são os nossos clientes (onde estão, dores, desejos), depois qual é o nosso negócio (proposta de valor) e quem são os nossos concorrentes (forças/ fraquezas).

O Social Bank é diferente graças a visão do nosso CEO Rodrigo Borges, em permitir a construção dentro da diretoria de Inteligência de Mercado às seguintes áreas: Business Intelligence, Automação, Performance, Inteligência Competitiva e CRM.

Atuamos em frentes totalmente sinérgicas e complementares dentro dessa diretoria, o que nos dá uma velocidade incrível com todos os estudos e análises que impactam positivamente nas decisões estratégicas de mercado.

E tudo isso também só é possível devido aos talentos humanos que contamos no banco.

Dedique mais tempo para conhecer sobre inteligência de mercado com as fontes e recomendações, a seguir: 

Livros:

  • Data Science for Startups de Ben Weber
  • O filtro invisível: o que a internet está escondendo de você de Eli Periser
  • Tudo que é ruim é bom pra você de Steven Johnson

Filme: 

  • The Report (2019) – Dirigido por Scott Z. Burns e estrelado por Adam Driver